A sensibilidade de Patricia vem da dor. A autora sofre com transtorno bipolar e iniciou sua jornada como escritora independente durante anos de hipomania e depressão, ocasionados, também, por tratamentos falhos entre os anos de 2018 e 2021. Nesse período, foi erroneamente diagnosticada como borderline, e isso levou-a a uma série de crises e momentos dolorosos.
Patricia, entretanto, encontrou na escrita uma forma de expor seu desconforto. Além de não se conformar com as dificuldades trazidas pela neurodivergência, Patricia também não se identifica com a mecânica social. Crítica ao capitalismo, à exploração e às dificuldades inventadas pela classe humana e pela sociedade moderna, a autora tenta transbordar suas ideias e seu imaginário por meio de seus textos, às vezes com tom alegórico e, outras, com tom crítico e caráter informativo.
Pelas palavras de Marcela Ribeiro – bacharel em letras, tradutora, escritora e revisora:
“Patrícia, mineira, cheia de paradoxos, carrega a simplicidade descendente do berço, e a nobreza no nome. Assim como na origem de quem é, ela transita por sentimentos e pensamentos que, para aqueles que olham a face, aparentam ser contraditórios.
Em seus textos, discorre a dor, a cura, a luta, e a vitória de 20 e poucos anos de conflitos solitários… de crescimento. São excessos que transbordaram e que se encontraram em palavras, escritas na quietude, ou nos gritos de uma alma aflita. Que secaram quando se foi permitido brotar e florescer em flores sinceras. Flores que se encontram aqui para todos lerem.”
Contato: patricia.fs.2199@gmail.com

